Fevereiro de 2010
Editorial: Alienar-se
Quando este jornal chegar às mãos dos nossos assinantes, o mês de Fevereiro estará no fim. E já andará longe o Ano Novo. Com ele estarão esquecidos os muitos votos de ...
Quando este jornal chegar às mãos dos nossos assinantes, o mês de Fevereiro estará no fim. E já andará longe o Ano Novo. Com ele estarão esquecidos os muitos votos de felicidades que, nessa altura, se fizeram. Igualmente já terá passado o Carnaval com todas as suas “alegrias”. Mais, para quem tenha abertura de espírito, a Quaresma estará a decorrer com os seus apelos à interioridade.
Porém é mais do que certo que a quase totalidade das pessoas farão por não lhe dar atenção. Como dizem os americanos “voltarão a cara para o outro lado”...
E aqui está um dos maiores problemas do nosso esquecer, buscar distracções, numa palavra: alienar-se!
Alienar-se é tornar-se “alheio”, estranho, ausente, distante, intocável... É esquecer o que deve ser lembrado, especiamente se não agrada. É uma atitude atraente e tentadora, mas paralisante que resulta do nosso egocentrismo e do nosso comodismo.
O seu resultado é a fuga aos grandes valores da família, do trablho, da generosidade. E especialmente de Deus, de Cristo, do que é espiritual. Do que é Santo.
Santo é o que vem de Deus e se orienta para Ele. Cristo é “Santo de Deus” e fonte da nossa santidade. A quaresma é um tempo que nos torna possível desenraizar dos egoísmos que nos sufocam, do mal que fazemos, e do bem que deixamos de fazer. É abrir-nos para Cristo e para os outros que Ele ama, a todos.
Ele disse: aprendei de Mim... A leitura do Evangelho, e os ensinamentos da sua Igreja, são caminho fácil para O encontrarmos e encontrarmos o que “está certo”: o que é bem, o que é justiça e o que é paz. E, acima de tudo, o nosso Deus.
A.P
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