Fevereiro de 2010
Linhas incompletas – Exercício Físico
A propósito do Dia Mundial do doente, 11 de Fevereiro, resolvi abordar o exercício físico como tratamento e/ou prevenção da doença. A revolução tecnológica do nosso tempo conduz à inactividade.
A propósito do Dia Mundial do doente, 11 de Fevereiro, resolvi abordar o exercício físico como tratamento e/ou prevenção da doença. A revolução tecnológica do nosso tempo conduz à inactividade, nomeadamente as horas passadas ligadas à televisão, e à Internet culminadas pelo recurso ao automóvel para qualquer deslocação. Perante este cenário de imobilidade surgem cada vez mais ginásios a abrirem as suas portas para darem resposta à vida sedentária da população. Pergunto-lhe se algum dia pensou que doenças consideradas próprias das Sociedades de Consumo como Diabetes, Hipertensão arterial, Dislipidémias (Hipercolesterolémia e/ou Hipertrigliceridémia), osteoporose, poderiam ser minimizadas pela prática regular de exercício físico? Pois é verdade, são as patologias que mais beneficiam com o exercício regular. Por exemplo, o exercício físico é muito importante na prevenção e no tratamento da osteoporose. Entre os 35 e os 60 anos o principal objectivo do exercício físico é reduzir a perda de massa óssea e nos anos seguintes é estimular a formação de massa óssea de forma mais ou menos generalizada e ajudar a reduzir o número de quedas por aumentar a força muscular e a flexibilidade. Exemplos de exercícios seriam caminhadas, a dança, a marcha em tapete rolante, o golfe, a ginástica, a natação, etc. Para além da alimentação, este é a arma mais eficaz para a manutenção da autonomia e da qualidade de vida no processo de envelhecimento. A nível do idoso sabe-se que com uma vida mais autónoma conseguida através do exercício físico, existe melhoria do estado psicológico, menos quadro de depressão, um sono mais reparador, e a diminuição do risco de doenças metabólicas e cardiovasculares.
Embora não sendo único, é o meio mais simples, o mais barato e o mais disponível para promover a saúde. Dada a sua importância, a sua recomendação por parte do médico deveria obedecer aos mesmo princípios de outras prescrições. O exercício físico não aumenta a longevidade mas retarda o envelhecimento físico e mental, melhorando a qualidade de vida e permitindo ao idoso manter mais tempo a sua autonomia e independência.
Seja qual for a idade em que se inicie a prática do exercício, o seu efeito é sempre benéfico.
Fernanda Rosa, Psiquiatra
Retroceder
1