Segunda-Feira, dia 09 de Outubro de 2017
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Como é a minha Terra

Outubro de 2017

Como é a minha Terra

1 – Nome e naturalidade.
O meu nome é Fernando Rui Sousa Freitas e sou natural da ilha das Flores.

2 – Descreva-nos a sua infância, outros tempos, outras lutas.
A minha infância foi muito dura. Fui abandonado pelos meus pais com seis meses de idade. Fui criado pelos meus avós. No meu tempo não havia transportes regulares, para irmos á venda comprar os bens essenciais. Tínhamos que caminhar mais ou menos 2 horas. Comecei a trabalhar com 10 anos para ganhar mais dinheiro para casa.

3 - Na sua opinião, sente que na ilha das Flores, por se encontrar mais distante, o isolamento é mais acentuado?
Sim. É uma ilha muito ocidental, tal como o Corvo. Muitas vezes de inverno faltavam-nos mercadorias. O mau tempo não deixava chegar os barcos.

4 – A Fajã Grande tem uma piscina natural. Pode-se tomar banho?
Sim pode-se. Tem uma paisagem natural muito bonita e tranquila, e agora têm vindo a arranjar os acessos para que todos possam usufruir dela.

5 – Como descreve a beleza singela da Caldeira das Flores?
É uma caldeira muito bela. Para mim não há palavras que a descrevam, só passando por lá.

6 – Nesta Caldeira existem 7 lagoas todas com nome distintos!
Lagoas: Lagoa Funda; Lagoa Rasa; Lagoa comprida; Caldeira seca; Caldeira Redonda; Lagoa Branca e Lagoa da Lomba.

7 – A nível Cultural o que existe?
Temos um Pavilhão multiusos, onde decorrem várias atividades. Existem casas de artesanato local, e também temos ranchos folclóricos.

8 – Como é viver na simplicidade de uma ilha tão bela?
É viver como num sonho. Existe muita cumplicidade. É tudo boa gente, e somos muito afetuosos para com as pessoas de fora. Como vivemos em comunidades pequenas e muito distantes umas das outras, conhecemo-nos todos.

9 – Há quanto tempo está na ilha e na Casa de Saúde São Rafael?
Estou quer na ilha quer na Casa há um ano.

10 – Qual é a sua opinião sobre a Casa de Saúde São Rafael?
Ainda bem que ela existe! Eu estava numa situação da minha vida, que se não tivesse vindo para cá, não sei o que seria. Tem boas pessoas, e sinto-me bem aqui. Ganhei muita saúde desde que comecei com o meu tratamento e terapia.

11 – Fale-nos um pouco dos seus trabalhos com pinhas?
Estava um dia a passear pelos jardins da Casa, e reparei nas pinhas espalhadas pela relva. Pensei, o que posso fazer com elas? E assim comecei a imaginar e a montar os trabalhos que faço. Ajuda-me a relaxar, a passar o tempo, e a me concentrar.

12 – Pode deixar uma mensagem aos nossos leitores?
Quero dizer a quem estiver a ler, que se estiver numa situação que precise de ajuda, para aproveitar os conselhos das pessoas da área da saúde. Saber ouvir o que têm para dizer, pode fazer muita diferença.


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