Quinta-Feira, dia 27 de Setembro de 2018
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Défice Cognitivo

Abril de 2018

Défice Cognitivo

Imagine por um momento, o que seria acordar um dia sem ser capaz de se concentrar, de se lembrar de informação recentemente adquirida, e de pensar de forma clara.

O que seria ir trabalhar com vontade de produzir mas não ser capaz de se concentrar, e pouco depois, ter o seu patrão descontente por não apresentar o trabalho, ou por não cumprir prazos. Imagine começar a achar que as pessoas falam depressa demais, e ficar na dúvida sobre o que elas dizem ou querem; ver a sua auto-estima a debilitar-se, e as relações com familiares e amigos a deteriorarem-se; começar a duvidar das suas capacidades e da percepção do mundo à sua volta; ter medo das pessoas que a/o rodeiam, e passar a evitar acontecimentos sociais.

Com o passar do tempo, começar a perder a esperança de poder readquirir as suas capacidades e de ter um futuro melhor. Estas são apenas algumas das experiências que pessoas com défices cognitivos associados a doenças psiquiátricas graves podem viver.

Existem diferentes doenças mentais que perturbam a cognição de uma forma diferente. Além disso, nem todas as pessoas são afectadas da mesma forma. Algumas pessoas com esquizofrenia têm mais problemas cognitivos que outras. Algumas pessoas com depressão ou doenças bipolares têm problemas no funcionamento cognitivo, mas outras não. É importante perceber que a doença mental afecta cada pessoa de uma forma diferente. Ao perceber as diferentes formas como a doença mental pode atingir a cognição, é mais fácil perceber como cada pessoa se encontra afectada.

Na deficiência mental, a principal característica é a redução da capacidade intelectual, situada abaixo dos padrões considerados normais para idade, se criança, ou inferiores à média da população, quando adultas. A pessoa com deficiência mental na maioria das vezes apresenta dificuldades ou nítido atraso no seu desenvolvimento neuropsicomotor, aquisição da fala e outras habilidades.

Também no Alzheimer a diminuição da capacidade cognitiva se faz sentir, quer de forma parcial ou completa. Esta doença degenerativa, até ao momento incurável e terminal, afecta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora o seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas.
As maiores dificuldades das pessoas com défices cognitivos dizem respeito à:

• Capacidade de prestar atenção;
• Capacidade de recordar e relembrar informação;
• Capacidade de processar informação rapidamente;
• Capacidade para responder à informação rapidamente;
• Capacidade de pensar de forma crítica, planear, organizar e resolver problemas;
• Capacidade para iniciar um discurso.

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