Terça-Feira, dia 06 de Abril de 2021
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Como é a minha terra

Abril de 2021

Como é a minha terra

Nome Completo: Juliana Madalena Freitas Melo

Data de Nascimento: 4 de Outubro de 1995

Função que desempenha: Terapeuta Ocupacional

Conhecia a Instituição antes de iniciar a sua atividade na CSSR?

Sim, desde criança que ouço falar na CSSR. No entanto, apenas era do meu conhecimento a sua localização e a sua finalidade, porque nunca tive a oportunidade de estabelecer contato com esta instituição. Porém, quando surgiu a oportunidade de exercer funções na CSSR, realizei alguma pesquisa para obter maior conhecimento sobre a instituição.

O que pensa das atividades desenvolvidas pela CSSR, e o que ainda pode ser feito para envolver a comunidade?

Desde sempre que tenho a noção que a instituição é bastante recetiva e participativa em diferentes atividades, principalmente na comunidade, o que por sua vez permite uma maior interação/contato com diferentes populações e contextos, minimizando assim o estigma e exclusão social. Contudo, devido à situação causada pelo Covid-19, não é possível diversificar/dinamizar diversas atividades que eram realizadas anteriormente, sendo assim, é fulcral adaptarmos-mos às condições atuais, e dinamizar atividades conforme as circunstâncias, de modo a melhorar o bem-estar, qualidade de vida e participação dos utentes.

Acha que a doença mental ainda é vista com algum estigma social?

Penso que sim, infelizmente. No entanto, está a diminuir, pois muito se tem feito para combater este estigma, e é imprescindível o nosso contributo, tal como as pessoas adquirirem maiores conhecimentos e desmistificarem falsas crenças e estereótipos, evitando que estas se prolonguem no tempo, para não serem passados a novas gerações.

Com que dificuldades se deparou quando estabeleceu o primeiro contacto com esta casa e sua população?

Nos primeiros dias, deparei-me com a dificuldade de orientação relativamente aos serviços ou unidades, sendo colmatada com o auxílio dos colaboradores. Relativamente à população, inicialmente mostrei-me um pouco receosa de não cumprir as expetativas, visto que até a data exercia funções com outra faixa etária. Porém, com a boa capacidade de adaptabilidade, e pela satisfação e motivação que tenho com esta oportunidade, o processo de integração foi sem dúvida facilitado.

Acha que esta sua experiência na CSSR pode ter-lhe trazido algum enriquecimento pessoal? Se sim, especifique.

Sim, sem dúvida. Trouxe-me enriquecimento a nível pessoal e profissional, ao enfrentar estes novos desafios, que de alguma forma nos trazem “bagagem para a vida”. Aqui estamos sempre a aprender, a cada dia que passa, principalmente na intervenção com os utentes.

Como se sente como colaboradora da Casa de Saúde São Rafael, e parte integrante da família hospitaleira de São João de Deus?

Sinto-me felizarda por esta oportunidade, e por ter sido tão bem acolhida por todos. Demonstraram desde o primeiro dia a hospitalidade e disponibilidade para comigo, e só tenho a agradecer!

O que pensa do contributo da Terapia Ocupacional numa instituição como esta, e tendo em conta a sociedade atual?

Sendo eu Terapeuta Ocupacional e profissional da área da saúde, sei que o meu trabalho é de extrema importância em instituições como esta, sendo que o Terapeuta Ocupacional, habilita/capacita para a ocupação de forma a promover a saúde e o bem-estar, na medida que promove a capacidade do utente escolher, organizar e desempenhar, de forma satisfatória, ocupações que ache significativas. Engloba tudo aquilo que o indivíduo realiza, tal como o autocuidado, lazer, produtividade, ou então áreas tão elementares como alimentar-se ou vestir-se.
Na abordagem, o Terapeuta Ocupacional avalia e intervém ao nível da pessoa, da ocupação e do ambiente, com o intuito de desenvolver competências, restaurar funções perdidas, prevenir disfunções e/ou compensar funções, através do uso de técnicas e procedimentos específicos, e/ou da utilização de ajudas técnicas ou de tecnologias de apoio. Tem como objetivo fulcral, a promoção da funcionalidade, autonomia, e independência, de modo a melhorar a qualidade de vida, bem-estar e participação.
Portanto, numa instituição que visa apoiar pessoas com uma saúde mental fragilizada ou doença mental, é essencial a presença deste profissional em conjunto com uma equipa multidisciplinar, com o intuito de proporcionar um melhor processo de reabilitação.

Quais as suas responsabilidades atuais na CSSR?

As minhas responsabilidades na CSSR, passam por acompanhar/intervir no processo de reabilitação dos utentes que apresentam limitações e dificuldades a diferentes níveis, prejudicando a capacidade de realizarem as suas atividades de vida diária, atividades instrumentais de vida diária, a participação social, entre outras. É neste sentido que a terapeuta vai atuar com o intuito de maximizar a sua independência física, psicológica e social, contribuindo assim para uma melhor qualidade e bem-estar.

Como carateriza a sua relação com os utentes com quem trabalha?

A relação com os utentes é estabelecida ao longo do tempo, contudo a intervenção realizada proporciona um envolvimento terapeuta-utente, com o intuito de gerar uma boa relação terapêutica, de modo a que os resultados da intervenção sejam mais satisfatórios.

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