Quarta-Feira, dia 02 de Junho de 2021
Director - Pe. F. Caetano Tomás
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Unidade de Alcoologia e Novas Dependências Comportamentais

Junho de 2021

Unidade de Alcoologia e Novas Dependências Comportamentais

Com 94 anos de existência nos Açores, a Casa de Saúde São Rafael, sendo uma Instituição cujo passado dá sentido ao presente, e impulsiona o futuro, atenta às necessidades e aos comportamentos identificados na Comunidade Açoriana, à qual pretende dar resposta, entendeu propor à Secretaria Regional da Saúde e Desporto, o alargamento da intervenção da sua Unidade de Alcoologia, às Novas Dependências Comportamentais.
A sua Unidade de Alcoologia com 22 anos de existência, apresenta certificação de qualidade desde 2015, e está dotada de uma equipa multidisciplinar com competências especificas para a intervenção na área das dependências, um dos principais problemas de saúde pública da atualidade, que abrange um amplo espectro etário.
As Novas dependências Comportamentais, decorrem de novos hábitos e práticas sociais atualmente em crescendo na nossa sociedade, que colocam as dependências sem substancia, a par das dependências com substâncias, fazendo com que o conceito de adição, esteja cada vez mais ligado ao comportamento, por vezes impulsivo-compulsivo do individuo.
Estamos a falar por exemplo da facilidade de acesso às novas Tecnologias de Informação e Comunicação, e o uso que se faz das mesmas, que tanto pode contribuir para a melhoria da nossa qualidade de vida, como para o desenvolvimento de dependências.
São disso exemplo, a utilização dos computadores e outras plataformas, a internet, as redes sociais, os videojogos, jogos on-line e jogos de apostas on-line, cibersexo, pornografia, entre outros.
Paralelamente a estas dependências associadas às TIC, podemos elencar outras dependências associadas a jogos de fortuna e azar levados a cabo em casinos, salas de máquinas e bingo, jogos sociais, ou outras, como a compulsão por compras, e até o exercício físico levado ao extremo.
Esta resposta pioneira nos Açores, pretende contribuir para uma rede global de respostas integradas e complementares, quer ao nível do tratamento, quer ao nível da prevenção primária, e promoção de hábitos de vida saudáveis.
Tem como objetivos específicos:
Promover a cessação ou redução do impacto funcional dos comportamentos aditivos;
Promover o desenvolvimento de estratégias de coping, para ajudar a confrontar situações de risco e melhorar a capacidade de autocontrolo, face aos elevados níveis de impulsividade característicos destas perturbações;
Incentivar a mudança de estilos e hábitos de vida, e fomentar as aptidões sociais e de relacionamento interpessoal, relevantes para o sucesso terapêutico;
Envolver e comprometer as famílias/pessoas de referência no processo de recuperação e reabilitação, de forma a que estas se sintam capacitadas a lidar com os desafios que enfrentam;
Promover a continuação da resposta terapêutica no pós-alta, em modalidade de consultas de follow-up (psiquiatria e psicologia).
O encaminhamento de utentes para a Unidade de Alcoologia e Novas Dependências Comportamentais, é efetuado por referenciação hospitalar após consulta com médico psiquiatra, e o internamento decorre em regime fechado durante 3 a 5 semanas, com um programa de intervenção especifico, focado na Terapia Cognitivo-Comportamental.
De uma forma geral:
1ª Semana – Efetua-se o acolhimento, a entrega de informação, regulamento interno e contrato terapêutico. Aplicam-se escalas de avaliação, e elabora-se o Plano Individual de Intervenção, que reflete as expectativas do utente, e estabelece objetivos e metas. Trabalha-se o conceito de adição, e suas consequências a nível físico, mental, familiar, social e profissional;
2ª Semana – Trabalha-se a identificação e gestão de situações de risco, é efetuado treino de resolução de problemas, regulação emocional e promoção de competências sociais.
3ª Semana – Continua a tónica na gestão de situações de risco e estratégias de confronto, recorrendo a sessões de role-play e outras atividades, e é preparada a alta, caso tenham sido alcançados os objetivos propostos no PII. Caso contrário, é proposta a continuação da intervenção.
A montante do internamento, existem as consultas motivacionais de psicologia, que pretendem sensibilizar o individuo para o impacto dos seus comportamentos aditivos e motivar para o tratamento, e a jusante, as consultas de follow-up. O período de acompanhamento no pós-alta é de um a três anos.

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