Segunda-Feira, dia 04 de Outubro de 2021
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Como é a minha terra

Outubro de 2021

Como é a minha terra

Nome Completo: Marlene Teixeira Garcia
Data de Nascimento: 15 de outubro de 1983
Função que desempenha: Psicóloga, Técnica de Referência do Fórum Sócio Ocupacional- CPA

Conhecia a Instituição antes de iniciar a sua atividade na CSSR?
Antes de iniciar a minha atividade na CSSR já conhecia a Instituição, apesar de nunca ter tido contato direto com a mesma. Conhecia a intervenção existente na CSSR, e alguns dos seus colaboradores.

Conte-nos como foi o seu percurso aqui na Instituição?
Desde que integrei a Equipa Técnica da CSSR, fui integrada no Fórum Sócio Ocupacional, e apesar de participar nas dinâmicas gerais, atualmente com as limitações inerentes ao Plano de Contingência (devido ao Covid-19) da Instituição, formalmente continuo afecta ao FSO / CPA. Não obstante um período de adaptação devido à diferente população com que intervencionava nas minhas prévias experiências profissionais, considero que me integrei facilmente, e passei a ser / sentir-me parte da família hospitaleira existente.

O que pensa das atividades desenvolvidas pela CSSR, e o que ainda pode ser feito para envolver a comunidade?
Penso que há um grande esforço por parte de todos os colaboradores em “fazer o bem, bem feito”, um desejo contínuo em ajudar o outro, e por conseguinte, abranger mais áreas dentro da área de intervenção, de uma forma consciente / competente, responsável e sem nunca descurar a hospitalidade. Como tal, há inerente o dever de promover a inclusão social, e simultaneamente dar a conhecer à nossa sociedade o que cá (na CSSR) se faz, pelo que enquanto técnica de referência do FSO / CPA, juntamente com os monitores, fazemos questão de participar com os utentes em atividades promovidas pelas diferentes entidades e serviços, assim como temos vindo a divulgar as nossas respostas / atividades nos diferentes canais de comunicação. Mais concretamente, no âmbito do nosso mapa de atividades anual, criámos uma rubrica em que convidamos alguém externo à instituição, para vir promover uma atividade junto dos nossos utentes (e.g., artes plásticas, dança, entre outros).
Apesar do que já fazemos, nunca é demais continuar a promover tal interação extra institucional, sempre tendo em conta o superior interesse do utente.

Acha que a doença mental ainda é vista com algum estigma social?
Considero que sim, que a doença mental persiste em ser vista com algum estigma social, não descurando os ganhos alcançados na respetiva sensibilização e divulgação da mesma. Porém, a sociedade persiste em desvalorizar o que não se vê, em priorizar as doenças de foro físico, descurando as implicações que a doença mental tem no bem-estar integral de todos nós, infelizmente cada vez mais. Não obstante, já é notória uma maior sensibilidade para a procura de apoio, e para se falar sem tabus acerca da mesma.

Com que dificuldades se deparou quando estabeleceu o primeiro contacto com esta casa e sua população?
Inicialmente, foi muito fácil o primeiro contato com a Casa, pois apesar da mudança que estava a viver na primeira pessoa, todos me receberam de braços abertos, tanto colaboradores como utentes. Mesmo apesar de ser um novo elemento, mostraram-se recetivos e acolhedores. Entretanto senti necessidade de formação técnica especializada acerca da população alvo, pois era completamente diferente da população com quem tinha intervindo anteriormente. Frequentei formação externa, para além da ministrada pela própria CSSR, no âmbito de intervenção psicológica
Acha que esta sua experiência na CSSR pode ter-lhe trazido algum enriquecimento pessoal? Se sim, especifique.
Sem dúvida que esta experiência profissional na CSSR me tem enriquecido, inclusive dia após dia continua a enriquecer, pelas relações humanas, por poder fazer a diferença (por mais pequena que seja) no dia dos que nos rodeiam, nas contínuas aprendizagens pelas diversas histórias de vida de cada um.

Como se sente como colaboradora da Casa de Saúde São Rafael, e parte integrante da família hospitaleira de São João de Deus?
Enquanto colaboradora da Casa de Saúde de São Rafael, sinto-me um elemento da família hospitaleira, em que nos unimos em prol de um bem maior, que é a qualidade de vida e satisfação do utente.

Como carateriza a sua relação com os utentes com quem trabalha?
Não sou uma pessoa muito afetuosa por natureza, mas a minha relação com os utentes com que trabalho é de proximidade e de confiança, onde os próprios me procuram, e partilham as mais diversas experiências e preocupações.

Quer deixar uma mensagem para os leitores do jornal “O irresponsável”?
Gostaria que todos os nossos leitores tivessem o privilégio de participar na vida da Instituição de alguma forma, e independentemente da forma como o façam (utente, colaborador, voluntário, parceiro) se apercebam como enriquecedora e gratificante será a experiência.

Muito Obrigada
O Irresponsável
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