Sexta-Feira, dia 21 de Outubro de 2022
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Como é a minha terra

Outubro de 2022

Como é a minha terra

Bentolino Soares

Como é a minha terra

Nome completo: Bentolino Soares
Data de Nascimento: 14 de Setembro de 1982
Naturalidade: Timor-leste
Função que desempenha: Escritórios nos Serviços Administrativos

Como conheceu os Irmãos de São João de Deus, e o que é que o fez entrar para a Ordem Hospitaleira?
Eu conheci os irmãos de São João de Deus no ano 2004, quando os Irmão chegaram a Timor leste. Eu ainda andava na escola secundária, e fui fazer uma experiencia com eles através da pastoral, visitar os doentes e a formação vocacionado. O que depois me fez entrar, foi quando eu acompanhei o serviço da pastoral e o carisma, com o foco nos doentes mentais e na espiritualidade da Ordem.

Conte-nos como foi o seu percurso até chegar à Casa de Saúde São Rafael?
Quando eu aceitei o pedido do Superior Provincial para vir para Portugal, eu tinha dificuldades para vir por causa da família. O meu pai estava doente, e o meu Irmão tinha uma doença que no momento era grave. Se o meu Irmão estava mal de saúde quem ia cuidar do meu pai? Confiei na providência de Deus, e decidi que tinha que deixar a minha família, e seguir o meu caminho, confiando em Deus. Depois o Superior Provincial pediu-me para escolher a comunidade onde ficar, mas eu respondi que deveria ser o Provincial a escolher, e eu aceitaria ir. Ele escolheu a comunidade da Madeira, no Funchal. No dia 21 de Julho 2021 eu sai de Timor leste com voo para Portugal, e cheguei a Lisboa no dia 22 de Julho. Fiquei uma semana em Lisboa e depois fui direito para Madeira. Senti muitas saudades da minha terra e família, mas depois passou. Estive na madeira onze meses, e era para ficar mais alguns anos mas depois acabou o quadriénio, e o novo Provincial pediu-me para vir para comunidade de Angra. Foi um pouco difícil para mim, porque ainda nem estava há um ano, e a minha experiencia não estava completa mas com a vontade de Deus aceitei com boa vontade. Foi muito difícil para mim, por não conhecer o lugar, mas vou-me adaptar novamente a uma nova realidade e ambiente. Neste momento eu estou cá. Cheguei a Angra no dia 2 de Julho 2022, e agora estou a integrar-me no trabalho, e a adaptar-me à situação e ambiente.
Qual é para si o papel do Irmão, sendo também colaborador na Instituição?
O papel do irmão é ter responsabilidade da vida consagrada, formar uma família fraterna, participar no ministério da comunhão interna e externa, o papel profético de testemunho e serviço, seguindo o ministério de Cristo, o Salvador. Também ser responsável pela vida e missão, viver a vida comunitária com meus Irmãos na Ordem ou Congregação, e com outros cristãos que estão envolvidos no mesmo carisma da ordem. Valorizando a espiritualidade com vontade para abraçar a palavra de Deus. Ser colaborador nesta Instituição, é como uma pessoa ser o motor da inovação das actividades, ajudar a Instituição a trabalhar junto com os funcionários, motivar o crescimento da sua criatividade, criando uma cultura de fraternidade da missão e serviço.
Como tem sido a sua adaptação a esta nova realidade?
A minha experiencia tem sido um pouco difícil, porque tenho de me adaptar a um novo ambiente, uma nova realidade, tradição e cultura. Tenho de me esforçar para me adaptar para me integrar melhor na missão. Adaptação a uma nova realidade, precisa de mais tempo e paciência, para que me consiga concentrar melhor no trabalho.

O que pensa das atividades desenvolvidas pela CSSR, e o que ainda pode ser feito para envolver a comunidade?
As atividades desenvolvidas nesta CSSR continuam a manifestar empenho, com apoio dos colaboradores, no sentido de se organizarem, para desenvolver melhor as atividades, privilegiando a relação inter-pessoal e a amizade e fraternidade no trabalho, sempre com o cuidado de nos escutarmos uns aos outros.
Acha que a doença mental ainda é vista com algum estigma social?
Em geral no mundo, a doença mental tem associada muito estigma social. As pessoas portadoras da doença são muitas vezes excluídas da sociedade, desvalorizadas, desprezadas, e muitas vezes excluídas do acesso a várias atividades.

Pode-nos descrever como a comunidade Timorense encara a doença mental?

Em Timor leste, a comunidade encontra ainda dificuldades sobre a doença mental, porque a maioria das pessoas falta conhecimentos para cuidar de uma pessoa da doença mental, de uma pessoa doente. A sociedade ainda trata a pessoa com doença mental como louco, porque não compreende a doença mental. Falta também lá a facilidade de acesso ao Centro de Saúde devido ao distanciamento. A perceção da sociedade e com base no pensamento antigo, de que a doença mental vem da cultura de mitos.
Com que dificuldades se deparou, quando estabeleceu o primeiro contacto com esta casa de saúde e sua população?

A primeira dificuldade é a língua, e a segunda é o ambiente de relação, por causa de não conhecer muitas pessoas. Em relação à comunicação tenho mais dificuldades.
Como carateriza a sua relação com os colegas com quem trabalha?

Sinto-me bem com os meus colegas no trabalho. Trabalhamos juntos e eles são simpáticos, sociáveis, e por isso, sinto-me confortável com eles. Eles são trabalhadores.
Quer deixar uma mensagem para os leitores do jornal “O irresponsável”?

Na vida, temos a missão de apoiar e valorizar cada pessoa, promover o desenvolvimento de cultura e do ambiente social, criando uma relação positiva uns com os outros. O nosso coração sabe amar, perdoar, e não inveja. Temos de ter um coração que sorri, pois o sorriso é um remedio para curar o sofrimento




Muito Obrigada
O Irresponsável








Reconhecimento e Valorização de Colaboradores

No dia 01 de Julho de 2022, a Casa de Saúde São Rafael celebrou os 25 e os 30 anos de dedicação ao serviço da Hospitalidade, de duas das suas colaboradoras, a Sr.ª Arminda Maria Meneses Correia Alves, e a Sr.ª Maria Judite Sales Bettencourt Brandão.
Faz parte da política de reconhecimento do ISJD, reconhecer e valorizar os seus ativos, até porque o bom desempenho de uma Instituição, é em grande parte explicado pela qualidade dos seus recursos humanos.
O Irresponsável agradece a ambas, e na sua pessoa, a todos os demais!

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